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Inadimplência com cheques atinge o maior nível da série histórica em novembro, revela Serasa Experian

 

O percentual de devoluções de cheques pela segunda vez por insuficiência de fundos, em novembro, foi de 2,61% em relação ao total de cheques compensados. É o que revela o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos. Este foi o maior patamar da inadimplência com cheques de toda a série histórica, iniciada em 1991. Antes desta marca recorde, o maior valor havia sido a devolução de 2,52% observada em maio de 2009. Em outubro deste ano, a devolução foi de 2,20%. Já em novembro do ano passado, a devolução fora de 1,93%.

No acumulado de janeiro a novembro, o percentual de devoluções de cheques pela segunda vez por insuficiência de fundos foi de 2,23% Esta, também, foi o maior nível para o período de toda a série histórica, ou seja, desde 1991, superando a devolução de 2,17% ocorrida no período compreendido entre janeiro e novembro de 2009.

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De acordo com os economistas da Serasa Experian, o nível recorde da inadimplência com cheques observado em novembro deste ano é consequência direta do aprofundamento da recessão econômica, do aumento do desemprego e da queda do poder de compra da população. Todos estes fatores comprometem de forma significativa a capacidade de pagamentos dos consumidores, levando muitos deles ao inadimplemento.

 

Fonte: Serasa Experian

Desemprego é a principal causa da inadimplência

inadimplencia

Pesquisa feita pela Serasa apontou o desemprego como principal motivo da inadimplência de um em cada quatro consumidores brasileiros. Dos 8.288 entrevistados no país, 26% disseram que a perda do emprego é causa para as contas atrasadas. As informações foram obtidas por meio de enquetes entre os consumidores negativados que compareceram às agências da Serasa.

De acordo com o levantamento, o segundo motivo é o descontrole financeiro (17%), seguido pelo esquecimento de pagar (7%), o empréstimo do nome para terceiros (7%) e despesas extras com serviços, Educação e Saúde (7%).

Na sequência, fraude (5%), alta dos preços (5%), diminuição da renda pessoal e ou familiar (5%). Os motivos atraso de salários e doença e ou morte na família corresponderam a 3% cada. O restante (15%), não identificou o motivo, não soube ou não quis responder.

No Sudeste, a percentual de pessoas que culpa o desemprego pela inadimplência é de 33%. Em segundo vem o Nordeste, com 28% dos entrevistados afirmando ser essa a causa do nome sujo, seguido pelo o Sul, com 23%, e o Norte, com 13%.

DESPESAS EXTRAS

A região Norte é a única onde o desemprego não é mencionado como a principal razão para a inadimplência: as despesas extras com produtos e serviços justificam para 21%.

Segundo a Serasa, em 2011 a inadimplência cresceu 21,5% e, em 2012, 15%. Em 2013, o número caiu 1,9%. Em 2014, voltou a crescer, aumentando 6,3%.

Em 2015, a inadimplência registrou alta de 17% de janeiro a agosto frente ao mesmo período do ano passado.

FONTE: O DIA / PORTAL IG